domingo, 13 de maio de 2012

XII Sarau do Anand Rao marcado pela emoção, interativade e criatividade


O Sarau do Anand Rao se consolidou. Em sua Décima Segunda Edição, transmitido pela internet via Fan Page do Anand Rao (www.facebook.com/anandraomulticultural), onde você entra, clica em curtir e depois, no aplicativo Ustream ou então pelo site www.ustream.tv onde você deve procurar o canal Sarau do Anand Rao, tem hoje um público que varia de 3.000 a 5.000 pessoas on line dependendo de uma série de fatores que norteiam cada sarau.

Da Esquerda para a Direita - Henrique Inácio, Anand Rao, Fábio Barros 
e Sérgio Fonseca

No início foi uma brincadeira do idealizador, produtor, patrocinador, o músico, poeta e jornalista Anand Rao para fugir das blitz do Distrito Federal e agora virou um canal de divulgação de artistas em sua maioria músicos ou poetas. Participam da produção por prazer, dentro do seu limite de tempo, pois, o produtor Henrique Inácio, proprietário do Brasília Estúdios, que vem pautando vários músicos para o Sarau. O cantor Fábio Barros que tem ajudado na recepção dos artistas, nas entrevistas, nas matérias jornalísticas enfim, que está atuando em diversas áreas. O poeta e professor Jorge Amancio, famoso pela criação junto com o poeta Marcos Freitas do Projeto Poemação, que tem pautado diversos poetas para o Sarau. O casal de músicos JP e Nahla, ele profissional de mão cheia quando canta e entoa seu violão, ela interprete fiel da famosa e falecida Amy Winehouse, que pautam músicos da Escola de Música. A produtora Betta Doelinger que tem pautado momentaneamente escritores. A “camera, fotografa, produtora e bancária woman” Agnes Regina que faz os posts no facebook, transmite a maioria das imagens e fica interagindo na internet. E todos que quiserem ajudar por prazer.

O formato é interessante. Transmitido primeiro com a câmera e o som do Ipad, levou o patrocinador Anand Rao a ir à Nova York e adquirir na famosa loja de eletrônicos BH uma camcorder de última geração da Panasonic para fazer com que as imagens transmitidas fossem melhoradas. Utilizando o canal do Ustream, duas redes caseiras uma de 100 mega e a outra de 20 mega, o software de edição “Pinnacle” e canais diversos do You Tube liberados para postagem superior a 30 minutos o Sarau é transmitido diretamente da sala do apartamento do músico Anand Rao que virou um estúdio informal de Tv e um pequeno “teatro de bolso” e em homenagem ao Professor Bhaskara Rao, seu pai, chama-se Espaço Cultural Bhaskara Rao. A camera e a transmissão se iniciam às 17 h e terminam às 20 h e o público pode ver tudo que acontece durante tres hora no Espaço Cultural citado. Só há mudança de dia quando a agenda profissional de Anand Rao o impossibilitar de ficar no comando do Sarau. Antes, mesmo com sua ausência o Sarau era transmitido mas, agora ele levará o mesmo para onde viajar pelo Brasil e Exterior, pois, investiu numa infra-estrutura para isto. E como roteiro tenta romper com os engessados roteiros de tvs como rede globo e etc.

Outro fator que é interessante e marca o Sarau é que diversos músicos e poetas, pessoas que lidam com a emoção, muitas vezes marcam que vão comparecer e ficam impossibilitados de última hora. Os organizadores creditam tal atitude à emoção presente com que estes seres humanos convivem em cada minuto do seu dia, portanto, têm que sanar estes problemas. Aí entra a verve e critavidade de Anand Rao. Ele que musica poemas na hora, faz música e letras na hora, é interprete de MPB, entra em campo e sana os buracos existentes pois, a cada dia o público interessado no Sarau cresce e tem reservado as 17 h do Sábado para assistir este evento interativo. Por sinal, a interação é a marca do Sarau. Visando trazer poetas de outros estados para participarem do Sarau, descobriram que a forma mais barata é a interação. Portanto, convidam poetas com vários seguidores no Facebook e lêem poemas on line desde que o mesmo permaneça interagindo com posts em seu mural do facebook informando como acessar o Sarau e o que está acontecendo no mesmo.

Anand acredita que a tecnologia de informação é o canal para sua vida e a vida de todos. Diz ele “todos têm muitas informações com Tvs a Cabo, Facebooks, enfim, é difícil tirar o público de casa e todo artista tem que ir aonde o povo está e é isso que nos fazemos no nosso Sarau. Sei que a internet, sua velocidade, influencia na imagem, tanto transmitida quanto recebida, e ao vivo, on line, nosso grupo tenta orientar a todos sobre a melhor recepção, participação e interação no Sarau. Estamos inovando e vamos inovar cada vez mais”.

Falando agora do XII Sarau. Teve a participação de Sérgio Fonseca, membro do Grupo Cálida Essência que tocou composições do grupo, falou com maestria sobre o Faac (Fundo de Apoio a Arte e Cultura do Distrito Federal) e declamou poemas. Teve como convidados Júlio César Mirra, a poeta Cristina Bastos e o poeta Jorge Luiz Vargas onde os tres confirmaram participação, os dois primeiros presencialmente e o terceiro virtualmente mas, acabaram por desistir por motivo de força maior. Teve no comando dos posts, na filmagem e na co-produção Agnes Regina. Teve como homenageados, sendo presentados com dois red labels pelos serviços prestados ao Sarau, os amigos, produtores, co-produtores Henrique Inácio e Fábio Barros que recitaram poesia e cantaram. E on line, teve a participação de diversas pessoas, com destaque para o poeta Jorge Amancio que enviou o poema Mães do Treze de Maio, o poeta Carlos Augusto (Cacá) que enviou informações cruciais sobre debate envolvendo o citado Faac, da poeta Anabe Lopes enfim, de diversas pessoas que interagiram pedindo que fossem lido textos, pois, o Sarau homenageou as mães além de homenagear o Fluminense, time do mentor do Sarau.

Portanto, é o Brasil entrando na era da Tecnologia de Informação inclusive nos Saraus e cada vez mais, promete o patrocinador, o sarau estará melhorando sua transmissão, suas atrações e sua interação. O próximo que ainda não sabemos se será realizado no Sábado ou Domingo pois, tudo depende da agenda profissional de Anand Rao, será transmitido da Expominas com poetas e músicos de Belo Horizonte.

Assessoria de Imprensa
Sarau do Anand Rao

sexta-feira, 2 de março de 2012

Kurt Elling e o carnaval - Artigo de Carla Ferreira


There was a boy
A very strange enchanted  boy
They say he wandered very far, very far
Over land and sea
A little shy
And sad of eye
But very wise
Was he

And then one day
A magic day he came my way
And while we spoke of many things, fools and kings
This he said to me
"The greatest thing
You'll ever learn
Is just to love
And be loved
In return"
Nature Boy   (Eden Ahbez)
                                Decidida a não me mexer no carnaval de 2012, fiz minha resolução de ficar no meu canto e me manter em retiro voluntário para ter um tempo só para mim. Qual não foi minha surpresa, quando me dei conta do que tinha pela frente: verificar todas aquelas sugestões de amigos para ver as canções que marcam e os intérpretes que muitas vezes passam despercebidos por nós na correria pós-moderna do nosso dia-a-dia dito “normal”
                Kurt Elling chegou com a sua improvisação de Nature Boy. Sua voz me encantou na versão que ele gravou em abril de 2008, com a Sinfonica de Sydney, Australia.  Descrito como “o destaque vocalista de jazz masculino de nossos tempos” pelo New York Times, a voz de Kurt, barítono suave, soa como um instrumento sendo incorporado pelo som da orquestra.  Sua voz é seu instrumento, pensei, e fui investigar o que havia além daquela sugestão amiga...
                Na jornada via Youtube, encontrei um tesouro que mostra como o jazz pode ser mais e ir além, em “Close your eyes”, de 1995. Sua performance vocal em “The joker” impressiona. E comecei a achar interessante a posição de coringa. Seria este o sentido de Elling na minha pequena migração pelo mundo do jazz?         Cantor que utiliza sua impressionante expressão corporal e gestual, além da sua atuação visceral no palco, Kurt Elling une a técnica com a emoção e se entrega aos acordes com leveza e criatividade. O que fica claro ao longo de suas improvisações num estilo de cantar jazz com poesia, em melodias que originalmente faziam parte de outras composições instrumentais ou improvisações. Na faixa Golden Lady (Stevie Wonder), acompanhado pelo saxofonista E. Watts, seu “solo” vocal rivaliza e acompanha os agudos jazzísticos com a maior elegância. Após ouvir sua versão de “Resolution“ de John Coltrane, devo admitir que fiquei completamente encantada com a sua realização. Ele consegue articular o indizível: normalmente o piano duplo, bateria e baixo não soam bem juntos, mas Kurt Elling faz um trabalho notável.
                Quando me dava por satisfeita, me surpreendi com suas gravações em português. Tais como Luiza (Tom Jobim), Rosa Morena (Dorival Caymmi) e Sim ou Não (Djavan). Essa ultima foi gravada com maestria no álbum intitulado “Rio” de Till Bronner. Cá no Brasil, fico me perguntando como seria um encontro entre João Bosco, com suas improvisações vocais e Kurt Elling. Sei que os estilos musicais são diferentes, mas imagino como seria um encontro desses dois. Há muito mais a dizer, por isso, fica a dica: “kurtam” o Kurt Elling. Na minha opinião, ele é simplesmente intoxicante! Não consigo deixar de ouvir!  carlaferreira@ymail.com
Participações no Grammy:

Ano                 Trabalho Nomeado                                Premio                                                                Resultado
1995                Close your Eyes                       Melhor Performance de Jazz                                          Indicado
1997                The Messenger                        Melhor Performance de Jazz                                           Indicado
1998                This Time it’s Love                 Melhor Performance de Jazz                                           Indicado
2000                Live in Chicago                       Melhor Performance de Jazz                                           Indicado
2001                Flirting with Twilight              Melhor Performance de Jazz                                          Indicado
2001                Easy Living             Melhor Arranjo Instrumental Acompanhando um vocalista          Indicado
2003                Man in the Air                          Melhor Performance de Jazz                                         Indicado
2007                Nightmoves                              Melhor Performance de Jazz                                         Indicado
2009                Dedicated to You                     Melhor Performance de Jazz                                         Ganhou
2012                The Gate                                  Melhor Performance de Jazz                                         Indicado


Fonte: Wikipedia e Youtube

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Anand Rao um salto para nova Música – Por Dido Santos

 Dido Santos, Músico e Artista Plástico


Se tornar presente na ausência de um instante, onde o passeio noturno liga às horas a falta de sono. Quem espera o sono chegar raciocina ligeiro ou devagar, nesse silencioso Ar da noite. Que mistério tem o meu silêncio no deslizar da caneta esferográfica no papel? No atrito deslizante da necessidade de escrever e expor o pensamento, dando luz as frases e versos contidos na existência do ser poético que habita esse corpo essa Alma. Faço as horas correrem sem pressa de atravessar à madrugada, cada palavra escrita povoa minha memória transparente das lembranças de um momento em que posso eternizar numa lauda e meia de papel contando o making off da apresentação na” livraria Cultura” do Cantor e compositor Anand Rao, Artista de grande sensibilidade e conhecimento musical e literário, pois cursou jornalismo e trabalha (com assessoria de imprensa), como ele mesmo diz: Que não vive de Música, pois não desenvolveu a prática do copiar, trabalhando sempre sua capacidade criativa, encurtando o caminho das pedras para o processo de interagir com seu público, criando nele a possibilidade de fazer música em parceria. Conheci Anand Rao a mais ou menos 17 anos atrás, quando morei em Brasília distrito Federal e lá atuei na música, onde Anand já se apresentava nos lugares onde sempre estava repleto de gente, seus amigos e pessoas que o admiravam e admiram como Artista criativo que sempre foi, chegando as vezes extrapolar em suas interpretações carregadas de modernismo, mudando muitas vezes a estrutura da música... Era pura criação que já batia na porta da sua consciência de 3º Milênio é bom salientar que nessa época pouco se sabia de redes sociais, era uma ferramenta pouco utilizada pela maioria. Hoje em plena Era da Informação os artista equipados conseguem fazer sucesso através da Fama criada com o momento presente gravado e disponibilizado por meios como Youtube entre outros ... Longe de ser tiete quero aqui relatar o que vi quando dessa apresentação em Recife

Um show onde começou a passagem de Som às 17:00 hs com a chegada do Artista e sua parafernália digital e bastante organizada com seus pedais loopings e violão Godin com Sampler, uma máquina filmadora webcam Digital e um gravador Digital com recursos para eternizar todo o evento que ele carrega consigo e opera sozinho, seus efeitos e criação em tempo real... Essa é a estrutura que ele transporta para onde quer que vá, diga-se de passagem ele estava vindo de uma apresentação de Sucesso em Salvador Bahia.
O que impressiona é que você quando ver aquele personagem com tanta tecnologia tem a impressão que nada vai rolar de repente com um foco de luz a cena se reproduz num ambiente silencioso e musical donde o violão e voz se assemelham aos efeitos de pedais em harmonia e repetição de frases musicais e poéticas, escritas na hora pelos convidados que ele põe através de convite na cena de sua música garimpando ideias e pensamentos soltos pela plateia. Digo isto porque não esperava tanta sintonia num evento solo, onde o que realmente acontece é um interesse de quem vai assistir em se tornar compositor, abrindo o leque da parceria musical disponibilizada por Anand Rao. Neste dia até o técnico de som que fazia seu plantão teve a iniciativa de levar um poema, aliás dois para ser musicado na hora.

Reação da plateia super satisfeita, ao contrário dos jornalistas da cena local que se omitiram de prestigiar o Evento. É preciso aparecer na Mídia com um enfoque de MEDALHÃO para que aqui em Recife seja valorizado o artista, caso contrário é mais um que tenta e pedras iguais não valorizam, ou se destacam. Venho aqui expressar minha admiração pela coragem e determinação do Artista Anand Rao. Desejo-lhes Sucesso sempre e que um dia fique para história o seu trabalho como inovador Guerreiro da Música. Os fatos que não ocorreram foram simplesmente do imaginário da inspiração de escrever e se tornaram música nessa proposta Divina. O espirito de Luz que há na vontade que move o Artista profere nova visão da criatividade celebrando o telepático inconsciente que move a intuição de quem trabalha com a informação e captação de sentimentos nas expressões das palavras todo tempo que rege o Atemporal serviço da Natureza Humana.

Volto ao meu umbigo para traduzi que a Música constrói e Cura, cicatriza e trabalha a autoestima, já dizia um velho ditado: “Quem canta seus males espanta” quem ainda não despertou para a Música? Também tem frases que diz:” Quem não gosta de samba bom sujeito não é ruim da cabeça ou doente do pé... “ Espero que a cada apresentação o Anand Rao aperfeiçoe está ideia que também é de traduzir as paisagens dos quadros dos Artistas plásticos um trabalho livre, sobre pressão e também por encomenda é realizar quem faz na hora o desafio é muito grande e o resultado esperado é a satisfação na maioria das vezes...

Bem essa é a impressão que tive e percebi que durante todo esse tempo o Anand Rao seguiu por caminhos onde ele amadureceu a harmonização e seu conhecimento técnico para realizar seu trabalho artesanal e cibernético, tecnológico e Ampliado nas linhas digitais...Um repentista tecnológico com conhecimento digital é o que poderia chamá-lo, bem longe de mim a capacidade de julgar um artista dessa grandeza e sincera proposta de interação” já que todos os dias temos que matar um leão para sobreviver*, são dizeres antiecológico , matar a cobra e mostrar o pau também*, não faz jus a verdade de comparar a realidade com a fantasia. Estamos prestes ao reinado de Momo precisamos de muita Sabedoria para enfrentar a folia.
Tenho dito!

Dido Santos
Músico e Artista Plástico

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Livraria Cultura, o palco do artista independente - Artigo de Anand Rao

 Anand Rao na Livraria Cultura de Salvador
Escrevo hoje, após fazer dois shows em Livrarias Culturas, um em Salvador e outro em Recife, sobre os teatros que compõem este espaço cultural que está se caracterizando como um espaço para o artista independente alternativo.

Segundo o site da cultura a livraria possue lojas nas seguintes capitais: São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Recife, Brasília, Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro e Curitiba. Já tocamos nas Livrarias Cultra de Brasília, Salvador e Recife e vamos tentar tocar em todas pelo país.

O respeito ao artista neste espaço é muito grande. São fechados contratos via e-mail, tudo de forma muito organizada e respeitosa.

Brasília

Tocamos na Livraria Cultura de Brasília. À época tive como produtor Henrique Inácio que entrou em contato com o senhor Welton Rocha que nos abriu espaço num sábado à tarde.

Ele ficou muito impressionado com o nosso trabalho de compor músicas no palco, na hora, na frente de todos e enviou e-mail para todos que fazem a pauta do teatro das livrarias pelo Brasil enaltecendo o nosso diferencial.

O teatro de uma das livraria cultura de Brasília, ao do Casa Park, nos proporcionou magia e crescimento na carreira com mais de 20 anos de estrada.

Salvador

Sendo a pauta do teatro coordenada por Mariana Rocha que tem sensibilidade, organização, enfim, que traduz a excelência da empresa em suas ações. O músico, ou palestrante, ou ator, enfim, o futuro ocupante do espaço é orientado minuciosamente como deve proceder em todos os aspectos.

O teatro é belíssimo. A Livraria Cultura tem dignificado o Brasil com este, em especial a capital baiana, com este investimento.

Você deve apresentar seu projeto com antecedência e será pautado, dentro da possibilidade da agenda, de forma absolutamente singular e organizada pela Mariana.

Também queremos parabenizar o profissional Renan que mexe na mesa de som e para quem fizemos uma música personaliza, na hora, no palco de improviso.

Recife

A pauta do teatro é coordenada por Júlio Reis que inclusive é músico segundo nos relatou, conhecedor das cordas, pois, citou nossa guitarra “Gretsch” como singular e de destaque no mercado musical. Você é bem recepcionado e ele solicita, obedecendo orientação dada pela coordenação geral nacional, que o músico possua CD gravado que esteja sendo comercializado na Livraria. Nada mais justo para um local que é comercial.

No nosso caso, foi aberto espaço, pelo diferencial pois, musicamos poemas no palco bem como, fazemos música e letra e tudo isso é gravado num CD Digital com tiragem limitada. Por esse diferencial ele abriu espaço para nosso trabalho e já estamos pensando em propor um novo trabalho para o segundo semestre de 2012 onde musicaremos dois lançamentos que estejam bombando na Livraria, além de musicar os poemas dos poetas presentes e convidaremos a UBE-PE, União Brasileira de Escritores de Pernambuco para serem nossos parceiros neste evento.

Júlio, segundo relatos do mestre que coordenou a mesa de som, Denis HeavyLine que produziu dois poemas inspirados no processo de composição de musicar poemas e textos na hora. Segundo ele, Júlio considerou o show interessante pelo pouco tempo que pode assistir devido às atividades do momento.

Agradecimentos e Elogios

Agradecemos portanto nesta matéria pela Livraria Cultura existir. O Brasil está sem espaços para o músico independente / alternativo e a Livraria Cultura com seus teatros está suprindo esta lacuna. Parabéns Livrarias Cultura.

Anand Rao
Músico, Poeta e Jornalista
Anandaraomusico.blogspot.com

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

No Festival de Verão, Anand Rao abrange todas as estações na Livraria Cultura em Salvador, BA - Artigo de Ivone Alves Sol

Anand Rao, do lado direito sentado, entre os poetas que participaram do show de Salvador. Carlos Souza, organizador dos poetas, sentado ao centro e Ivone Alves Sol de vestido preto mais à esquerda.

Eis o artigo de Ivone Alves Sol:

É muito corriqueiro se reunir música e poesia, e produzir um belo espetáculo. Afinal, toda música que se preze, contém poesia, não é mesmo?  O que não é comum é você vê a sua obra poética sendo musicada no palco, logo após você recitá-la. E não é uma brincadeira daquelas que fazemos na roda de amigos, não. É coisa séria, séria no sentido sério de falar, entende?
Tem coisas que são difíceis de entender mesmo. Por exemplo, até onde vai a capacidade inventiva de uma pessoa? Teria o campo de atuação do Anand Rao, um limite? Vivemos as quatro estações da música brasileira, numa noite em que o calor humano abrandava o verão de Salvador.
O evento que merecia um publico maior, não sentira falta do brilho pertinente aos momentos culturais de grande relevância. Bastava o Anand Rao para termos um show completo, mas como tudo que é bom ainda pode ficar melhor, o Rao contou com belas poesias de autores baianos, como Carlos Souza, Valdeck Almeida, Morgana Gazel, Carla Elísio, Renata Rimet, Jorge Carrano e Ivone Alves Sol. Ainda esteve presente entre os espectadores, o escritor Almir Tosta, que não poupara elogios ao músico.
Ivone Sol ganhara um show à parte do Anand, que fizera uma música no palco em sua homenagem, após a poetisa recitar o poema de sua autoria que seria musicado pelo artista.
O músico promete voltar à Terrinha de Todos os Santos, e como sabemos que ele não tem preconceito contra os não santos, estaremos torcendo pelo seu retorno.